Bypass arterial

O que é um bypass arterial?

A cirurgia de Bypass consiste na "construção" de um conduto alternativo à artéria original, evitando assim a lesão (estenose ou oclusão) que causa o deficiente fluxo arterial.

Bypass | Interposição Aorto-bifemoral

Utiliza-se quando a lesão arterial envolve a Aorta ou as as artérias Ilíacas. Consiste em colocar uma prótese que se vai substituir ou complementar a circulação arterial nativa.

Envolve 2 locais de incisões:

  1. Abdominal: para abordagem da artéria Aorta
  2. Região inguinal (direita e esquerda): para ligar a prótese às artérias femorais

Bypass Femoro-popliteu

Quando a doença arterial periférica causa oclusão da artéria femoral superficial e o doente sofre de claudicação grave ou possui uma úlcera arterial o bypass femoro-popliteu constitui-se como a melhor opção cirurgica disponível.

Consiste em pelo menos duas incisões:

  1. Região inguinal: para abordagem da arteria femoral
  2. Coxa ou perna: para abordagem da arteria popliteia

O material que constitui o bypass poderá ser:

  • Veia safena: colhida da perna a operar ou da contra-lateral
  • Prótese sintética (PTFE ou Dacron)

Qual a duração do internamento?

A duração da hospitalização é variável mas em casos normais ronda os 5 a 10 dias. Os cuidados post-operatórios limitam-se a pensos e injecções de anticoagulante. Na alta, institui-se tratamento anti-agregante plaquetário. O cirurgião efectuará consultas de revisão periódica, um mês após a alta e depois, ao 3º e 6º mês, com ecodoppler de controle.

Quais são os incidentes e acidentes possíveis no decurso da intervenção?
Apesar de todos os cuidados, em raros casos, podem ocorrer no decurso da intervenção incidentes ou acidentes que na sua maioria são imediatamente identificados e tratados. Podem ocorrer :

  • Hemorragia por ferida arterial ou venosa. É excepcional a necessidade de recurso a uma transfusão sanguínea neste tipo de intervenção
  • Lesões nervosas. Na maior parte dos casos, trata-se de contusões nervosas responsáveis por perturbações passageiras. A lesão dos nervos sensitivos femorais é frequente e traduz-se por uma zona de insensibilidade ou de dores tipo descarga eléctrica na face anterior da coxa. As dores regridem em geral rapidamente, mas as perturbações sensitivas podem persistir vários meses.
  • Os acidentes da anestesia são excepcionais. Uma informação específica ser-lhe-á prestada na consulta pré-operatória.

Que complicações podem ocorrer após a cirurgia?
Podem ocorrer complicações específicas no período do post-operatório imediato :

  • Hematoma : favorecido pela utilização de anticoagulantes e crises frequentes de hipertensão arterial. Traduz-se por um tumor doloroso. Se fôr importante, pode ser necessária uma reintervenção cirúrgica.
  • Complicações linfáticas : surgem na virilha. Pode tratar-se de uma perda de linfa pela incisão operatória (linforreia), ou de uma tumefacção local (linfocelo). Se o escoamento de linfa não curar espontâneamente pode ser necessário reintervir para proceder à laqueação dos vasos linfáticos responsáveis.
  • Flebite e embolia pulmonar : são excepcionais e faz-se a sua prevenção sistemática durante a hospitalização (anticoagulantes, levante precoce).
  • Infecção : é mais frequente quando o bypass é efectuado para tratar uma úlceração ou uma gangrena. Pode ser superficial ou profunda e é perigosa, em caso de bypass com prótese obrigando, quase sempre a uma reintervenção para a sua ablação e eventual substituição, se possível, com veia.
  • Trombose do bypass : pode surgir imediatamente após a intervenção, ou durante a hospitalização. É provocada em geral por um problema técnico (veia de má qualidade, artéria receptora demasiado doente...) e obriga a uma reintervenção imediata. Quando não é tecnicamente realizável um novo bypass, a evolução da arterite pode ser desfavorável com a aparição de dores insuportáveis e gangrena, o que poderá tornar necessária uma amputação.

 

   
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